quarta-feira, abril 27, 2005
Li, há alguns meses, o Código de da Vinci. Não entendi o sucesso editorial. O tema é batido, o esquema ainda mais, a escrita pobre...
Hoje, num dos meus passeios pela Amazon descobri este comentário ao livro:
made me think..., April 18, 2005
Reviewer:
Christy Garland (canada) - See all my reviewsI was not brought up in a religious house so I have always been a little skeptical when it comes to church doctrine. This is why I found this book so appealing, it gave me the readers digest version of church history and the controversy that surrounds it. It may be fiction, but it's more interesting than plain history/religion.
Explica muito... A ficção é mais interessante que a História/Religião... Está tudo dito, é mais fácil ler o Dan Brown que um historiador!
Hoje, num dos meus passeios pela Amazon descobri este comentário ao livro:
made me think..., April 18, 2005
Reviewer:
Christy Garland (canada) - See all my reviewsI was not brought up in a religious house so I have always been a little skeptical when it comes to church doctrine. This is why I found this book so appealing, it gave me the readers digest version of church history and the controversy that surrounds it. It may be fiction, but it's more interesting than plain history/religion.
Explica muito... A ficção é mais interessante que a História/Religião... Está tudo dito, é mais fácil ler o Dan Brown que um historiador!
quinta-feira, abril 07, 2005
Na obra The Burden of Our Time Hannah Arendt designa pela palavra ressentimento a disposição afectiva característica do homem moderno. Ressentimento contra “tudo o que é dado, mesmo a própria existência”; ressentimento contra “o facto de não ser criador do universo, nem de si mesmo”. Levado por esse ressentimento fundamental a “não ver qualquer razão de ser no mundo tal como ele se oferece”, o homem moderno “proclama abertamente que tudo é permitido, e acredita secretamente que tudo é possível.”
Tudo é possível: este axioma revelou o seu poder devastador tanto nos crimes perpetrados em nome da humanidade universal como naqueles que a ideia de humanidade superior serviu para justificar. Hannah Arendt afirma, no mesmo texto, que a gratidão é a única alternativa para o niilismo do ressentimento. “Na esfera da política a gratidão acentua o facto de não estarmos sós no mundo. Não podemos reconciliar-nos com a variedade do género humano e com as diferenças entre os homens a não ser tomando consciência, como de uma graça extraordinária, do facto de serem os homens, e não o homem, que habitam a terra.”
Tudo é possível: este axioma revelou o seu poder devastador tanto nos crimes perpetrados em nome da humanidade universal como naqueles que a ideia de humanidade superior serviu para justificar. Hannah Arendt afirma, no mesmo texto, que a gratidão é a única alternativa para o niilismo do ressentimento. “Na esfera da política a gratidão acentua o facto de não estarmos sós no mundo. Não podemos reconciliar-nos com a variedade do género humano e com as diferenças entre os homens a não ser tomando consciência, como de uma graça extraordinária, do facto de serem os homens, e não o homem, que habitam a terra.”
sexta-feira, abril 01, 2005
«A Igreja Católica mantém uma posição retrógrada e de olhos fechados à realidade, que não quer ver os novos desafios da sociedade», disse a A Capital a vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes.
Assim se fica a perceber que tantos daqueles que ocupam lugares na Assembleia da nossa República não sabem muito bem o que estão a fazer… A noção de representantes da população parece não ter lugar naquilo que pensam. Entenderão, estes deputados, estarem a ser pagos para comentarem as opiniões dos portugueses? Acharão que o bom deputado é aquele que segue o modelo Marcelo Rebelo de Sousa? O problema é que Marcelo não é deputado…
Respeitemos a pessoa mas confessemos… estes deputados estavam bem em casa a lerem jornais diários e a juntarem tertúlias de amigos para comentarem à vontade…
Assim se fica a perceber que tantos daqueles que ocupam lugares na Assembleia da nossa República não sabem muito bem o que estão a fazer… A noção de representantes da população parece não ter lugar naquilo que pensam. Entenderão, estes deputados, estarem a ser pagos para comentarem as opiniões dos portugueses? Acharão que o bom deputado é aquele que segue o modelo Marcelo Rebelo de Sousa? O problema é que Marcelo não é deputado…
Respeitemos a pessoa mas confessemos… estes deputados estavam bem em casa a lerem jornais diários e a juntarem tertúlias de amigos para comentarem à vontade…