terça-feira, outubro 21, 2003
Os últimos tempos têm sido dominados, internacionalmente, pela figura de João Paulo II. Opinião comum: Homem muito importante, fez isto e aquilo mas... é muito conservador. O que será isto de ser conservador? Que critérios existem, entre nós, para a determinação deste carácter de conservador? É curioso como uma ideia completamente desprovida de sentido científico como a ideia de progresso ganhou tanta importância na sociedade contemporânea adquirindo uma aura de verdade. Conservador será o contrário de progressista e progressista é aquele que está aberto à mudança. Todavia, a mudança não é, por si, um valor, já que, pode mudar-se para melhor ou para pior - opera-se a mudança num homem saudável que fica doente e duvido que alguém considere esta mudança boa - estão porque será que generalizamos a ideia de que o novo, o progresso, a mudança é positiva? Foi assim que transformamos o conservador no negativo... Mas, porque será que o Papa é conservador? Pelas suas atitudes em relação aos contraceptivos? Aos homossexuais? Curioso...
Curioso porque o Papa não é um imperador mundial mas um chefe religioso daí que fale para quem quer ouvir, as suas palavras não são leis generalizadas, apenas se aplicam aos católicos e, mesmo nestes, àqueles que o querem ouvir.
É curioso que grupos de homossexuais digam cobras e lagartos acerca de João Paulo II acusando-o de intolerante, ora, em abono da verdade teremos a recentrar este epíteto de intolerância - o Papa limita-se a reafirmar a doutrina da Igreja, não imposta ditatorialmente às sociedade, apenas aceite por quem quer e essa doutrina nunca condena os homossexuais... Intolerantes são estes grupos que, por razões certamente legítimas, olham para o mundo e parecem querer condenar à fogueira aqueles que não partilham as suas opiniões. (para continuar)
Curioso porque o Papa não é um imperador mundial mas um chefe religioso daí que fale para quem quer ouvir, as suas palavras não são leis generalizadas, apenas se aplicam aos católicos e, mesmo nestes, àqueles que o querem ouvir.
É curioso que grupos de homossexuais digam cobras e lagartos acerca de João Paulo II acusando-o de intolerante, ora, em abono da verdade teremos a recentrar este epíteto de intolerância - o Papa limita-se a reafirmar a doutrina da Igreja, não imposta ditatorialmente às sociedade, apenas aceite por quem quer e essa doutrina nunca condena os homossexuais... Intolerantes são estes grupos que, por razões certamente legítimas, olham para o mundo e parecem querer condenar à fogueira aqueles que não partilham as suas opiniões. (para continuar)
Tenho um conjunto de documentos fechados num dos blocos da Universidade que me formou e me emprega. Hoje, queria levantá-los mas não consegui - estavam as portas trancadas em proposto contra as propinas.
Estranha situação esta a que alguns estudante, e os jornalistas, apelidam de greve. Que eu saiba a greve pressupõe um acto voluntário o que leva a concluir que, na minha universidade, não existiu greve mas a supressão, aparentemente permitida pela reitoria e pelas autoridades, do direito democrático de todos os cidadãos portugueses ao trabalho e à educação.
Falam os estudantes na necessidade de medidas extremas, mediáticas... Foi assim que nos criaram, culpem os mais velhos, este é o resultado de horas e horas frente aos televisores a aprender que apenas é ouvido quem faz muito barulho. É claro que este comportamento foi estimulado pelo facto de funcionar: os "poderes" só ouvem, realmente, quem faz barulho, quando devia ser ao contrário, fechando os ouvidos a estes e assumindo, com humildade, a condição de funcionários do público, ouvindo quem quer ser ouvido dentro das regras. Quando o poder gera a surdez não se pode queixar dos elevados decibeis dos protestos...
Continuo da dúvida: estarei do lado das associações de estudantes, incapazes de demonstrarem o mínimo de tolerância para com ideias diferentes e completamente alheadas das virtudes democráticas ou do lado do governo que, aparentemente, padece do mesmo mal...
Estranha situação esta a que alguns estudante, e os jornalistas, apelidam de greve. Que eu saiba a greve pressupõe um acto voluntário o que leva a concluir que, na minha universidade, não existiu greve mas a supressão, aparentemente permitida pela reitoria e pelas autoridades, do direito democrático de todos os cidadãos portugueses ao trabalho e à educação.
Falam os estudantes na necessidade de medidas extremas, mediáticas... Foi assim que nos criaram, culpem os mais velhos, este é o resultado de horas e horas frente aos televisores a aprender que apenas é ouvido quem faz muito barulho. É claro que este comportamento foi estimulado pelo facto de funcionar: os "poderes" só ouvem, realmente, quem faz barulho, quando devia ser ao contrário, fechando os ouvidos a estes e assumindo, com humildade, a condição de funcionários do público, ouvindo quem quer ser ouvido dentro das regras. Quando o poder gera a surdez não se pode queixar dos elevados decibeis dos protestos...
Continuo da dúvida: estarei do lado das associações de estudantes, incapazes de demonstrarem o mínimo de tolerância para com ideias diferentes e completamente alheadas das virtudes democráticas ou do lado do governo que, aparentemente, padece do mesmo mal...
Gostava que, um dia, alguém me explicasse para que servem as juventudes partidárias...
Serão formas de mostrar aos jovens que são inferiores e, por isso, têm de estar numa organização à parte, numa espécie de infantário para políticos onde, como se vivêssemos numa monarquia, se preparam os jovens para futuras responsabilidades?
Serão quotas como as que foram recusadas para as mulheres mas, estranhamente, para os jovens servem?
Serão uma forma de compensar os familiares dos políticos no activo ou na reforma pelo facto de não terem os pais sempre presentes? Se assim for, é uma forma bastante carinhosa de aproximar os filhos dos pais...
Serão formas de arranjar emprego para os líderes das associações académicas que, depois de escolherem um look, carinha lavada, cabelo claro e bem penteado para os da direita, barba por fazer e cabelo anos 60 para os da esquerda, recebem, como brinde, um salário considerável e uma posição de destaque?
Provavelmente, estou a ir longe demais mas...
Alguém já viu juventudes partidárias fazerem alguma coisa pelos jovens? Até parece que, neste país, os jovens só se preocupam com droga, aborto e prostituição já que esses são sempre os grandes temas debatidos por estes políticos. Já experimentaram perguntar aos jovens aquilo que os preocupa?
E, se há juventudes partidárias, porque não terceira idade partidária? Crianças partidárias? Mulheres, homens, adolescentes, deficientes, desempregados, doentes, reformados, soldados, actores etc.. Que direito tem alguém, por ter uma determinada idade, de possuir determinados lugares reservados no parlamento? É isto que os líderes das juventudes deviam explicar aos alunos deste país antes de lhes tentarem dar lições de propaganda...
Serão formas de mostrar aos jovens que são inferiores e, por isso, têm de estar numa organização à parte, numa espécie de infantário para políticos onde, como se vivêssemos numa monarquia, se preparam os jovens para futuras responsabilidades?
Serão quotas como as que foram recusadas para as mulheres mas, estranhamente, para os jovens servem?
Serão uma forma de compensar os familiares dos políticos no activo ou na reforma pelo facto de não terem os pais sempre presentes? Se assim for, é uma forma bastante carinhosa de aproximar os filhos dos pais...
Serão formas de arranjar emprego para os líderes das associações académicas que, depois de escolherem um look, carinha lavada, cabelo claro e bem penteado para os da direita, barba por fazer e cabelo anos 60 para os da esquerda, recebem, como brinde, um salário considerável e uma posição de destaque?
Provavelmente, estou a ir longe demais mas...
Alguém já viu juventudes partidárias fazerem alguma coisa pelos jovens? Até parece que, neste país, os jovens só se preocupam com droga, aborto e prostituição já que esses são sempre os grandes temas debatidos por estes políticos. Já experimentaram perguntar aos jovens aquilo que os preocupa?
E, se há juventudes partidárias, porque não terceira idade partidária? Crianças partidárias? Mulheres, homens, adolescentes, deficientes, desempregados, doentes, reformados, soldados, actores etc.. Que direito tem alguém, por ter uma determinada idade, de possuir determinados lugares reservados no parlamento? É isto que os líderes das juventudes deviam explicar aos alunos deste país antes de lhes tentarem dar lições de propaganda...
Quem sabe o que dizer em relação ao aumento de propinas?
É extremamente difícil concordar com as opiniões dos estudantes, aliás, é quase impossível perceber as opiniões dos estudantes (ou melhor, das associações académicas) no meio do ruído que sempre as rodeia. Será que as Associações Académicas têm alguma opinião? Custa, a qualquer estudante, levar a sério um grupo de jovens que usam orçamentos para comprarem cerveja e fazerem festas! Ninguém pode crer que eles estejam realmente preocupados com a jovem menina que vem de Trás-os-Montes estudar para uma cidade grande... A sua grande fonte de preocupação será, certamente, começar a enriquecer currículo para, no futuro, conseguir um cargo interessante, por exemplo, nas juventudes partidárias, essas subdivisões maravilhosas do sistema político nacional.
É extremamente difícil concordar com a opinião governamental de que o ensino deve ser pago ao nível que agora se propõe. 600 euros, ou mais, é muito dinheiro para uma família comum e o estudo não é um bem apenas para o indivíduo, como certos liberais querer fazer crer quando dizem que o país não pode sustentar os universitários, mas é um bem para toda a sociedade.
Que situação...
É extremamente difícil concordar com as opiniões dos estudantes, aliás, é quase impossível perceber as opiniões dos estudantes (ou melhor, das associações académicas) no meio do ruído que sempre as rodeia. Será que as Associações Académicas têm alguma opinião? Custa, a qualquer estudante, levar a sério um grupo de jovens que usam orçamentos para comprarem cerveja e fazerem festas! Ninguém pode crer que eles estejam realmente preocupados com a jovem menina que vem de Trás-os-Montes estudar para uma cidade grande... A sua grande fonte de preocupação será, certamente, começar a enriquecer currículo para, no futuro, conseguir um cargo interessante, por exemplo, nas juventudes partidárias, essas subdivisões maravilhosas do sistema político nacional.
É extremamente difícil concordar com a opinião governamental de que o ensino deve ser pago ao nível que agora se propõe. 600 euros, ou mais, é muito dinheiro para uma família comum e o estudo não é um bem apenas para o indivíduo, como certos liberais querer fazer crer quando dizem que o país não pode sustentar os universitários, mas é um bem para toda a sociedade.
Que situação...
segunda-feira, outubro 06, 2003
Recebemos, aqui no Blog, a seguinte mensagem de uma amiga:
O que é o amor?
Já alguma vez se questionaram sobre o que é realmente o amor?
Eu já e não consegui chegar a nenhuma definição. O amor pode
ser encarado de diversas perspectivas, se bem que as pessoas
associem o amor à relação sentimental entre duas pessoas. Mas
para mim o amor é muito mais do que isso. Será que conseguimos
viver sem amor? Acima de tudo somos seres sociáveis que
necessitamos de criar laços entre nós. A procura incessante de
alguém que preencha o vazio que sentimos, leva-nos, por vezes a
confundir o amor com a necessidade que temos de amar e sermos
amados. Todos procuramos a nossa suposta alma gémea que nos
complete, compreenda, com quem possamos falar sobre os nossos
receios e desejos mais íntimos. Naturalmente que acredito no
amor entre dois seres, no entanto poucas pessoas o conseguem
encontrar, pois estamos sempre à procura de algo que nos
satisfaça permanentemente e que acompanhe os nossos frenéticos
dias. O amor é darmos aquilo de temos cá dentro sem esperar
nada em troca, só assim podemos encontrar a paz na alma que
tanto ansiamos. Será que para sermos felizes temos que
encontrar e procurar a alma gémea? Para a grande maioria das
pessoas provavelmente esta afirmação é verdadeira, mas para
outros o amor manifesta-se no dia a dia, nas relações que
mantemos com os nossos familiares, amigos, Natureza, Deus, com
o nosso Ser, e, também na pessoa que está ao nosso lado, com
quem partilhamos o mais profundo da nossa essência. Só assim
podemos viver em plenitude a nossa missão darmos e como
consequência recebermos.
O que é o amor?
Já alguma vez se questionaram sobre o que é realmente o amor?
Eu já e não consegui chegar a nenhuma definição. O amor pode
ser encarado de diversas perspectivas, se bem que as pessoas
associem o amor à relação sentimental entre duas pessoas. Mas
para mim o amor é muito mais do que isso. Será que conseguimos
viver sem amor? Acima de tudo somos seres sociáveis que
necessitamos de criar laços entre nós. A procura incessante de
alguém que preencha o vazio que sentimos, leva-nos, por vezes a
confundir o amor com a necessidade que temos de amar e sermos
amados. Todos procuramos a nossa suposta alma gémea que nos
complete, compreenda, com quem possamos falar sobre os nossos
receios e desejos mais íntimos. Naturalmente que acredito no
amor entre dois seres, no entanto poucas pessoas o conseguem
encontrar, pois estamos sempre à procura de algo que nos
satisfaça permanentemente e que acompanhe os nossos frenéticos
dias. O amor é darmos aquilo de temos cá dentro sem esperar
nada em troca, só assim podemos encontrar a paz na alma que
tanto ansiamos. Será que para sermos felizes temos que
encontrar e procurar a alma gémea? Para a grande maioria das
pessoas provavelmente esta afirmação é verdadeira, mas para
outros o amor manifesta-se no dia a dia, nas relações que
mantemos com os nossos familiares, amigos, Natureza, Deus, com
o nosso Ser, e, também na pessoa que está ao nosso lado, com
quem partilhamos o mais profundo da nossa essência. Só assim
podemos viver em plenitude a nossa missão darmos e como
consequência recebermos.